Aula 1: Linguagem Audiovisual

Linguagem Audiovisual

Na aula desta semana você será apresentado ao conceito de linguagem audiovisual.

Para isso, acesse o texto A Linguagem Audiovisual e seu texto complementar A Linguagem Audiovisual e o Vídeo-ensaio. A seguir, realize as atividades propostas.

 

 

Boa leitura e bons vídeos!

Atividade 1.

Dedicação: 2 horas

Prazo: 7 dias -De 09/02/2017 até 16/02/2017

Avaliação: Não se aplica.

Uma boa produção de vídeo depende do exercício em assistir vídeos! Então, sugerimos que você acesse os links abaixo, os quais ampliarão sua visão sobre as possibilidades estéticas e sobre as diversas linguagens desenvolvidas na produção audiovisual.

O primeiro cinema de Marie Georges Meliés (1861-1938)

Méliès, mágico e ilusionista francês, foi dos precursores da história do cinema. Com sua câmera, ele usou os efeitos de especiais para produzir imagem que são mais do que mera representação do mundo por permitirem criar mundos fantásticos. Ele foi um dos primeiros cineastas a usar os desenhos de tomadas, conhecidas como storyboards. Selecionamos dois materiais para serem assistidos: um curta-metragem de comédia, em que o lado mágico do cineasta aparece claramente, e um dos seus mais conhecidos filmes em que ele retrata uma viagem à lua. Assista e inspire-se com as possibilidade da linguagem audiovisual ficcional deste primeiro cinema.

O cinema verdade de Dziga Vertov (1896-1954)

Vertov foi um cineasta, documentarista e jornalista russo que criou a linguagem cinematográfica conhecida como cinema-verdade. A sua linguagem audiovisual mistura a captação direta de imagens do cotidiano de Moscou a uma estrutura narrativa que não abre mão da dimensão poética. A metáfora do olho que capta o evento do mundo é fortemente presente e aparece por meio de um tipo de construção de olhar cinematográfico singular.

Origens do cinema brasileiro - Adalberto Kemeny e Rudolf Rex Lustig: São Paulo, A Sinfonia da Metrópole (1927)

Adalberto Kemeny e Rudolf Rex Lustig são dois irmãos húngaros que criaram no Brasil um dos mais importantes laboratórios cinematográficos nos anos 20-30, que deu origem ao famoso e importante estúdio Vera Cruz em São Bernardo do Campo nos anos 50, onde foram filmados grandes filmes de história do cinema nacional. Neste filme que vamos assistir você perceberá ecos de um tipo de cinema-verdade próximo ao de Vertov, porém, retratando cotidiano da cidade de São Paulo. Quem sabe este filme possa inspirar algum tipo de linguagem que volta-se para essa apreensão da cidade e seu cotidiano?

O cinema novo brasileiro de Glauber Rocha (1939-1981)

Glauber Rocha é um dos mais conhecidos cineastas brasileiros. Além da participação em festivais internacionais, sua obra cinematográfica teve grande impacto na historia nacional, por ter se contraposto ao cinema entretenimento que tomara curso com o fechamento político do período da ditadura. Glauber consegue fazer um cinema político e revolucionário, porém, sem torna-se panfletário. É dentro desta articulação própria entre política e poesia que sua obra se insere no movimento conhecido como cinema novo. Com o lema “uma idéia na cabeça e uma câmera na mão”, Glauber consegue retratar de modo único as tensões do cotidiano nacional. Selecionamos um trecho de seu filme terra em Transe, em que aparece um discurso belíssimo de Paulo Autran e um tipo de filmagem em plano seqüência. Vale a pena assistir ao filme na integra, mas neste trecho atente-se para essa construção narrativa.

O cinema novo francês de Jean Luc Godard (1930-)

Godard é um dos principais representantes da história do cinema mundial, tendo sido na França o responsável pelo movimento conhecido como Nouvelle Vague. Seus filmes conseguem articular densos diálogos existências a uma crítica política e a uma construção única de imagens, que tem como uma de suas características um tipo de captação de imagem feita com uma câmera na mão – que inspirou decisivamente o cinema novo brasileiro, entre outros. Foi selecionado para esta atividade um trecho de filme em que a experiência audiovisual é construída a partir de um discurso sobreposto à tomada de uma xícara de café; e um curta-metragem sobre a guerra e a violência em Sarajevo, em que ele utiliza a captação de imagens da televisão sobrepostas e rearticuladas numa montagem com texto.

O cinema novo alemão de Alexander Kluge (1932-)

Filósofo e teórico social, Alexander Kluge é um dos principais nomes do cinema alemão, tendo sido um dos fundadores do Manifesto Oberhausen do cinema novo alemão que, tal como em Godard e Glauber, funda um tipo de cinema crítico. Nestes cineastas, a ideia de representar o real aparece deslocada em direção a uma perspectiva que assume a montagem, a colagem fotográfica, a sobreposição de imagens reais e ficcionais como método de construção de novas narrativas. No caso de Kluge, alem da ampla filmografia, ele também desenvolve importantes trabalhos na televisão alemã, como as suas entrevistas ficcionais em que o real e a fantasia se misturam revelando aspectos não normalmente percebidos do cotidiano. O filme escolhido foi baseado no roteiro não filmado de Serguei Eisenstein, sendo este por sua vez inspirado na obra de Karl Marx O Capital. Neste trecho o autor constrói uma cena em que apresenta o conceito de fetichismo da mercadoria. Abre-se aqui uma possibilidade de tradução imagética de conceitos teóricos para possíveis projetos de vídeos.

O cinema contemporâneo francês de Chris Marker (1921-2012)

Marker é um dos mais importantes cineastas franceses da atualidade. Apesar de ter sido ganhador de vários prêmios, sua obra não transite no circuito comercial. São obras densas que exigem um tipo de imersão na imagem que não é comum. Na juventude, Marker foi orientando do filósofo francês Jean Paul Sartre e começou a fazer filmes no período justamente posterior a segunda grande guerra mundial. A dimensão existencial de sua filosofia da imagem, articulada ao desafio político posto pelas guerras e pela violência do mundo moderno, conferem um conteúdo crítico muito único ao seu cinema. Para esta atividade, foi selecionado um filme, La Jetée, uma ficção cientifica que mostra o mundo após a explosão da bomba atômica, em que ele utiliza a técnica dos fotogramas, ou seja, justaposição de imagens fotográficas. Além do curta-metragem Junkopia, que utiliza um tipo de sonorização, movimentos de câmera e enquadramentos e recursos de artes plásticas para apresentar a experiência das formas de vida na metrópole contemporânea. Outras informações podem ser encontradas na página http://chrismarker.org/

Experiência audiovisual do curso de Produção de Vídeo da UFABC

O último vídeo que apresentamos foi escolhido pela equipe da versão passada do curso de produção de vídeo como aquele que mais conseguiu aproximar técnica e narrativa poética. Nele, a professora de física do CCNH Maria Beatriz Paiva apresenta uma reflexão audiovisual sobre o tempo utilizando os recursos técnicos próprios à linguagem audiovisual, como enquadramento e movimentos de câmera, edição, sonoplastia, entre outros. Assista e inspire-se para começar a desenvolver a sua própria sensibilidade audiovisual!

Feito isso. Entre na aba a esquerda Fóruns e em seguida Fórum 1 no Tidia-AE. Este Fórum tem por principal objetivo discutir com os colegas as impressões gerais, reflexões dos conceitos apresentados nos textos e aplicações nos filmes. Este fórum não é avaliativo. Link para o fórum: Recomendamos também entrar em nosso grupo do Facebook: https://www.facebook.com/groups/ufabc.pacc.pv2015/

Atividade 2.

Dedicação: 2 horas

Prazo: 7 dias - até 16/02/2017

Avaliação: máximo 10.0 pontos.

Instruções da Atividade Dedicação: 2 horas Prazo: 7 dias -De 22/02 até 29/02/2016 Avaliação: máximo 10.0 pontos. Critérios: Pontualidade na entrega da atividade. Capacidade de resolver problemas. Fluência técnica: enfrentar as dificuldades técnicas com desenvoltura. Se conseguiu realizar a atividade, mesmo ainda apresentando dificuldades com as ferramentas. Agora você irá experimentar as primeiras etapas da produção de um vídeo. Esta atividade, da aula desta semana, é para nos familiarizados com a câmera. Para isso, você fará uma primeira captação de imagens. Essa primeira captação de imagens é totalmente livre, de modo que a mesma não estará, necessariamente, vinculada ao seu projeto final. Não há necessidade que você apareça neste vídeo e ele poderá ser realizado com qualquer instrumento: celulares, tablets, câmeras webcam etc. Faça sua captação e, em seguida, faça o upload da mesma no canal do curso no Youtube. Observe como acessá-lo: Login: producaodevideo4@gmail.com Senha: {consulte a atividade disponibilizada pelo Tidia-Ae} Para nomear seu vídeo, siga o padrão abaixo: PV2015 - seu nome + aula e atividade. Exemplo: PV2015 - Adriano Diogo - aula 1 atividade 2 Envie o link do seu vídeo na caixa de texto da Atividade I da Aula 1, no Tidia-Ae, para que seu tutor possa avaliá-lo. BOM TRABALHO!

Downloads da aula de Linguagem Audiovisual

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